O disco abre com ‘Tempos insanos’ e uma participação insana de B. Negão e segue com Rosângela Macedo cantando em ‘No balanço da canoa’, que também tem a presença de Marcelo Yuka no sintetizador de baixo e nos vocais – ela também canta em ‘Eu vim de longe’.
Em ‘Rapinbolada’, com Gaspar, pode-se dizer que Maga Bo misturou hip-hop com embolada, mas imagino que para um norte-americano (radicado no RJ), esses dois ritmos sejam uma coisa só – apenas geograficamente diferentes. ‘É da nossa cor’ enaltece o canto de capoeira do Mestre Camaleão.
‘Piloto de fuga’ e ‘O neguinho’ são a constatação de que o ritmo funk só é menoprezado por causa das letras chulas, obcenas e repulsivas. Nessa faixa, Maga Bo prepara a cama para as rimas de B. Negão – o “tchu, tchu , tcha, tcha” não precisa ficar explícito na letra, sendo exclusivo apenas no ritmo.
A guitarrinha baiana de Roberto Barreto, evoca o estilo dub-baiano do ‘BaianaSystem’ nas canções ‘Galope’ e ‘Xororô’, que também tem a participação de Russo Passapusso, que canta na mesma banda de Barreto. ‘Dobrado’ com Speed Freaks é um batidão pesado e nervoso.
Não podia faltar o sambão num disco de um gringo apaixonado pela musica brasileira, como em ‘Immigrant Visa part II’ com MC Zulu, ‘Hurry up’ e ‘Maga traz a lenha` com Jahdan Blakkamoore.
‘Quilombo do Futuro’ é o disco que muito brasileiro nato daria uma orelha pra ter gravado.