O novo album do grupo de rap americano The Roots – ‘Undun’ – é uma obra melancólica. Uma ópera-rap, que conta a triste história da curta existência de Redford Stephens, um jovem pobre de um subúrbio norte-americano.
Com a narrativa inversa, o disco começa pelos minutos finais da vida do jovem Stephens aos 25 anos, em ‘Sleep’, que no melhor estilo de memórias póstumas procura dar um sentido à toda sua existência. Descrita nas faixas seguintes, como uma vida de crimes e vícios, que eventualmente, levaram à sua morte anunciada, em ‘One time’, ‘Kool on’ e ‘The other side’. Em ‘Stomp’, uma faixa que demonstra toda a adrenalina na vida atribulada de Stephens, aos 19 anos.
As faixas seguintes refletem a falta de perspectiva de Stephens. ‘Tip the scale’, mostra um jovem de 16 anos, que sente a pressão da impossibilidade de um destino melhor. As próximas canções são quatro suítes instrumentais, que remetem ao nascimento de Stephens.
Com esse lançamento, o ‘The Roots’ se firma como um dos grandes representantes da soul-music norte-americana. Em tempo: a banda do baterista Questlove participou também do retorno em álbum de Betty Wright, que há 10 anos não gravava um novo disco, com ‘The Movie’.
Destaques para faixas como ‘Old songs’, ‘Real woman’ com Snoppy Dog, ‘Grapes on a vine’ com Lil Wayne, ‘Whisper in the wind’ com Joss Stone, ‘Baby come back’ com Lenny Williams, ‘In the middle of the game (don't change a play)’, ‘Look around (be a man)’ e ‘You & me, Leroy’. Dois lançamentos para encerrar 2011 com chave de ouro.