Siba lançou o novo álbum, que marca seu retorno às origens. Digo origens, porque todo garoto começa tocando rock, montando uma banda com os vizinhos ou colegas de escola. Mas o pernabucano seguiu o inverso do caminho de todo garoto roqueiro.
O músico empunhou uma rabeca e viola e mergulhou fundo nas raízes tradicionais, buscando na Mata Norte de Pernambuco, a inspiração para virar um grande compositor e lançar grandes discos com sua antiga banda, Mestre Ambrósio, além de parcerias com Roberto Corrêa, Barachinha e com a ‘Fuloresta’.
Neste disco, ‘Avante’, ele empunhou uma guitarra, há muito tempo esquecida num canto. O compositor transpôs todo universo de sua discografia para o concreto da grande cidade. Como um Dom Quixote pós-moderno, que brinca no carnaval e usa celular, ele trava enormes batalhas contra ciclopes, dragões, lobos-maus e discos voadores – numa orgia vibrafônica.
A poesia onírica das canções soa como letras antigas de algum soneto épico, que reflete às lutas do homem contra si mesmo, contra a natureza, às dores de amores, ao passado e ao futuro.