O encontro do rock rural brasileiro com os timbres psicodélicos em melodias “assobiáveis”. Este é o som forjado pelo músico Pedro Bonifrate, artista da nova geração da art music psicodélica brasileira. Seja no trabalho em carreira solo ou ao lado do grupo Supercordas, em que atua ao lado de Digital Ameríndio (bateria), Filipe Giraknob e Kauê Ravaneda (guitarras) e Diogo Valentino (baixo)
Só mesmo na poesia do Bonifrate é que as horas emudecem ou se confirme a existência de uma avalanche de luz ou até a possibilidade de sugestão para lhe arrancarem os pedaços e enterrarem nos quintais da mente. Somente nos poemas dele que você pode encontrar imagens oníricas como uma fazenda de nuvens, fantasmas e gatas loucas, céu lacrimejante, reumatismo temporal, festa interestelar, cronos translacionar, sertão diabril, artefato voador e até mesmo um demônio criador particular. Ou que você possa renascer do ar, chover lembranças e que o trem não improvisa.
O Bonifrate lançou o álbum ‘Um Futuro Inteiro’, que é uma obra coesa, que sempre coexistiu com a obra do Supercordas e com os outros álbuns lançados por ele. Músicas como ‘Esse trem não improvisa’, ‘A farsa do Futuro enquanto Agora’, ‘Vertigem de uma festa interestelar’, ‘O vôo de Margarida’ e ‘Cidade nas nuvens’, que são o que há de melhor no folk-rock-psicolélico-assobiável, representado pelo Bonifrate. Mas não há que deixar de fora, desse cancioneiro, as baladas-folk-líricas ‘Cantiga da fumaça’, ‘Eugênia’ e ‘Naufrágios’ ou a também folk-onírica ‘Antena a mirar o coração de Júpiter’.
Para que você também possa entender o Bonifrate sua discografia está (quase toda ela) disponível para download gratuito. Parte no site oficial do Supercordas e os discos solos no blog do Bonifrate. Vale muito a pena conhecer este que é um dos mais comentados artistas da atualidade. Uma bela amostra do cancioneiro folclonírico deste novo grande trovador da música folcloral brasileira.