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Chicas - quarteto feminino que surgiu nos anos 90 com uma mistura única é uma das mais promissoras bandas de MPB dos últimos anos
02 de outubro de 2008, às 18h51min
por Bernardo Araujo
Sabemos que aí dentro, dos corações de quem tem em torno de 30 anos ou mais (ou menos? Vai saber...) e se interessa por música brasileira, MPB, pop, rock, ou qualquer que seja o rótulo desse negócio, ainda mora um pedacinho das Chicas.
O quarteto formado pelas formosas Paula Leal, Amora Pêra, Fernanda Gonzaga e Isadora Medella surgiu nos anos 90 a partir de uma peça de teatro, e logo tornou-se uma promessa: quatro meninas afinadíssimas (dessas que se entregam a arranjos vocais intrincados e os fazem funcionar apenas em prol da música, sem que as vozes fiquem saracoteando a esmo), com uma bagagem cascuda de MPB e showbiz no sangue, e um tipo de som que ninguém mais faz.
A MPB de Gonzaguinha, pai de Amora e Fernanda, talvez seja o gênero que mais se aproxima, até porque o próprio compositor de “O que é o que é?” tampouco se deixava restringir por rótulos ou modismos. Um show das Chicas reúne esse ecletismo (sem aquele papo chato de que “elas gostam de tudo”; o que fazem é absolutamente definido e genuíno, só, talvez, não tenha nome), com a dinâmica das vozes e instrumentos de cada uma. Paula canta em uma região mais grave, de forma às vezes mais cínica, e domina todos os instrumentos conhecidos pelo homem desde o atabaque centro-africano; Isadora tem um alcance vocal invejável, ataca as notas com segurança e ainda dedilha um violão cheio de ritmo; as irmãs Amora e Fernanda emprestam mais agudos e emoção às canções (e a primeira ainda espanca uma zabumba como se não houvesse amanhã).
Depois de algumas idas e vindas, as Chicas estabeleceram-se novamente no (nem tão) novo milênio, alicerçadas principalmente no boca-a-boca, enchendo casas de shows no Rio, ganhando festivais, até que um disco tornou-se inevitável. A palavra é essa mesmo, porque o mundo conspirou o que pôde para que “Quem vai comprar nosso barulho?” (deliciosa ironia) não existisse. “O show de vocês é a coisa mais linda do mundo, mas não sabemos em que nicho colocá-las”, diziam os interessados. “Que rádio tocaria a música de vocês?”, era a questão que sempre aparecia. Promessas voaram, compromissos foram quebrados e as Chicas, como sempre, resolveram tomar as rédeas da história, gastar o dinheiro que não tinham e eis o CD, no capricho. Produzido pelo próprio quarteto, ao lado de Igor Eça, que gravou o baixo em algumas faixas (os outros músicos são tantos e tão bons que só olhando a ficha técnica, que passa por Walter Villaça no violão, João Viana na bateria, membros da família Zwarg, cordas, apitolino e o diabo a quatro).
“Quem vai comprar nosso barulho?” traz as Chicas da medula até a raiz dos cabelos: “Felicidade”, uma ensolarada composição de papai Gonzaguinha, abre a coleção, já resumindo a banda, com as percussões pegando fogo, em contraste com a delicadeza do arranjo vocal. O compositor morto em 1991 ainda é lembrado na deliciosa “Geraldinhos e arquibaldos” e em “Namorar”. Mais presentes do que ele nas composições, só as próprias Chicas.
Danadinhas, as meninas assinam cinco das 14 músicas, isolada ou coletivamente. Em geral, mostram-se moças românticas, nas melodiosas “Oração”, de Amora e Paula, e “O que eu não sou”, de Isadora, por exemplo. De sucessos da MPB e do pop brasileiro recente, elas refazem, à sua maneira, “Me deixa”, do Rappa -- uma arrepiante interpretação de Fernanda e Isadora --, a bela “Paciência”, de Lenine e Dudu Falcão, em mais um arranjo vocal puramente Chicas, e “Volte para o seu lar”, de Arnaldo Antunes, totalmente diferente das versões já conhecidas. Dentre muitas pérolas escondidas, especial atenção em “Espumas ao vento”, de Accioly Neto (gravada por Fagner, Elza Soares e outros), uma obra-prima de Paula, e o “Rap do Silva”, um funk absolutamente Chicas de autoria do MC Bob Rum, com direito a cordas e a todas as necessárias frescuras das meninas. Para fechar, “Alô, liberdade!”, da trilha dos “Saltimbancos”, uma fanfarra esfuziante, que, como todo o disco, resume perfeitamente as quatro. Chicas e música, uma relação tão delicada.
olá paz e luz
o motivo dessa mensagem é saber quanto custa o cachê das Chicas. Seria para participar de um evento em Brasilia no mes de julho 2010. Estamos preparando a agenda cultural e sondando possilibilidades. Sua participação em sugestão seria na abertura do evento para cantarem com o seu talento inovador, além de seu repertorio, o Hino Nacional Brasileiro.
Se é de seu interesse, gentileza enviar retorno dessa mesngem o mais rapido possivel.
Agradeço a sua atenção e desejo muito sucesso
Eliahne Brasileiro
olá paz e luz
o motivo dessa mensagem é saber quanto custa o cachê das Chicas. Seria para participar de um evento em Brasilia no mes de julho 2010. Estamos preparando a agenda cultural e sondando possilibilidades. Sua participação em sugestão seria na abertura do evento para cantarem com o seu talento inovador, além de seu repertorio, o Hino Nacional Brasileiro.
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Agradeço a sua atenção e desejo muito sucesso
Eliahne Brasileiro
Mariana Freitas - 10 mês(es) atrás
Que texto maravilhoso! Ouçam as Chicas, por favor! :)