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Onde há fumaça, há fogo, bom humor e irreverência - Barbiekill se tornou um diferencial entre as bandas do RN

 
Onde há fumaça, há fogo. Foi depois de tanto ouvir falar da banda Barbiekill, ainda mais depois de saber que eles fizeram uma das melhores apresentações da primeira noite do MADA 2008, procurei dar uma ouvida no som do pessoal.

Na minha vã imaginação o som deles era um rock, mas ao baixar o EP “Ai Meu Edy!” me deparei com uma música que segue a linha do Cansei de Ser Sexy, Lucy and the Popsonics. Essa nova música mistura guitarras, samplers e muitos elementos eletrônicos. Mas não vá pensando que os potiguares do Barbiekill (ainda não sei se é analogia ao nome “barbecue” do inglês ou se eles querem mesmo acabar com a barbie) são uma cópia das bandas citadas acima. Nada disso. Eles conseguiram entrar na onda com cara própria e muita personalidade.

Logo na primeira ouvida, notei uma referência ao The B52’s, que se tornou clássica por fazer uma música pop de qualidade e inovadora. Seguindo essa trilha de canções bem humoradas e dançantes, o Barbiekill se jogou e se tornou um diferencial entre as bandas aqui do estado. As letras são em inglês e português e tiram um malho da menina “dada” do baile funk e das socialites emergentes.

Mas vamos ao EP. A irreverência da banda começa pela capa, que coloca Albert Einstein num fundo ao estilo de Andy Warhol. Mas voltemos à música. O EP começa com “Chiclete”. As rimas são hilárias e a letra conta a história daquela garota pegadora e do menino que é doido pra ficar com ela. A batida tem um pouco de anos 80 e barulhinhos de video game. Logo após o “Chiclete” (que tem tudo para grudar mesmo), temos “Pacman attack”. Apesar de o nome ser daquele famoso jogo de video game, a letra fala da ansiedade para se chegar ao sábado, o dia da farra, da cerveja e outras coisas mais. A letra para essa música é em inglês e mais uma vez os barulhinhos do jogo estão presentes, além da guitarra e bateria fortes. A canção mistura bem o eletrônico com o rock.

Saindo do Pacman oitentista, temos “Youth” e sua batida contagiante que é um convite para a pista de dança. Também cantada em inglês, ela mistura nomes de bandas. Prestando atenção, você vê o nome do Smashing Pumpkins e do Sonic Youth. E até uma referência ao Ramones (Yeah, ho! Let’s go, let’s go!). Para fechar a festança, aparece “Subi na vida” e seu bilhete premiado de raspadinha. A letra fala da emergente que ganha um dinheiro nas apostas legais da vida, compra um jatinho e passa a viver como madame. Além de tirar um sarro das emergentes, eles ainda ironizam a bulimia, que é a moda entre as meninas da cabeça vazia que querem virar esqueletos ambulantes.

Com toda essa energia e musicalidade, o que se espera do Barbiekill é que eles realmente subam na vida e conquistem seu lugar na música independente do Brasil. Com essa, eu lembro da tenda eletrônica do MADA no ano passado, entupida por causa do Montage. Imagine se a gente colocasse o Barbiekill, o CSS e a Lucy! Se joga pintosa!

Para dar uma conferida na misturada musical da banda, é só baixar o EP aqui:


EP Barbiekill

http://www.badongo.com/file/5560267

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Comentários

 
Andrezza Amaral - 1 ano(s) atrás
Sandra, não pude conferir ao vivo esse som, mas as misturas e novidades que surgem no MADA sempre são muito interessantes!
Adorei o artigo.

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A irreverência da banda começa pela capa, que coloca Albert Einstein num fundo ao estilo de Andy Warhol.

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