A revista de cultura pop “O Grito” publicou em seu site uma lista com os 50 melhores discos de 2011, segundo sua equipe de especialistas, músicos e jornalistas. Alguns dos eleitos, já figuraram aqui como dicas musicais do Viva Viver.
Unindo lançamentos nacionais e internacionais, editores e colaboradores da publicação elegeram álbuns que trouxeram inovação ao gênero em que trabalham e que conquistaram públicos com uma proposta criativa.
Veja os dez melhores discos do ano passado
01 DESTROYER — Kaputt
Se Destroyer fosse uma bebida, seria champanhe: Veuve Clicquot, de preferência. Climas, atmosferas, e a presença hipnótica de saxofone são a combinação perfeita para letras que descrevem fictícias Chinatown ou uma noite selvagem na ópera. Hedonismo muito fino. [Rafaella Soares]
02 CRIOLO — Nó Na Orelha
Trabalhando com os gêneros reggae, soul e até brega, Criolo deu ao rap nacional um destaque perdido. Com um apelo pop, ele chamou atenção por diversificar o discurso, criando interesse em públicos que nunca se relacionaram com o universo do Hip Hop. Maior destaque nacional do ano.
03 THE WEEKND — House Of Balloons
O canadense Abel Tesfaye ousou ao transformar o ritmo R&B, mais voltado para uma proposta sensual e romântica em um disco cheio de experimentalismo, com ambient, pop e eletrônico. Ao mesmo tempo que alterou a forma, o projeto The Weeknd ainda chamou atenção por suas faixas melancólicas e sotunas. Melhor surpresa de 2011. [Paulo Floro]
04 KANYE WEST & JAY Z — Watch The Throne
Dois gênios da música dos dias atuais se uniram em um álbum maduro, que reflete mais sobre a condição de experimentar o poder aquisitivo, ser influente, conquistar tudo que jamais se esperou e… não se dar por satisfeito. [Rafaella Soares]
05 PJ HARVEY — Let England Shake
Fevereiro nos presenteou com mais uma obra da PJ Harvey. A cantora, que é compositora e agora se aven-tura nas artes visuais, não esqueceu de colocar boa parte do seu talento no álbum Let England Shake. De conteúdo político, ele fala do Iraque e do Afeganistão, sem esquecer da terra natal de PJ, a Inglaterra. Tem ritmo: é forte, sem perder a ternura. Marca a trajetória de PJ: por meio dele, a multiartista se reiventa com maquiagem e elementos tribais que remetem à guerra, fechando a uniformidade entre música e interpreta-ção. Um presente para os críticos, sem esquecer dos fãs. [Juliana Dias]
06 DRAKE — Take Care
As composições deste álbum mostram que o rapper voltou ainda mais confessional, e mais uma vez, pas-sando longe dos clichês temáticos do gênero. Em alguns momentos, chega a ser até depressivo, desesperan-çoso. Bem longe da auto-suficiência e egolatria que costumamos ouvir no Hip Hop. [Paulo Floro]
07 WADO — Samba 808
Em Samba 808, Wado vai bem do início ao fim – e, como se não bastasse, ainda capricha na distribuição: o álbum pode ser baixado gratuitamente no site do cantor. As faixas passam pelo samba, funk e progressivo, e a criatividade rola solta com as participações de Chico César, Curumim e Abujamra, já conhecidos por criar músicas diferentes. Se o Wado pergunta: você quer ter razão ou ser feliz? Nesse disco, ele responde que não promete, apenas faz os dois quando o assunto é qualidade e experimentação. [Juliana Dias]
08 ATLAS SOUND — Parallax
Bradford Cox sintetizou o experimentalismo de “Bedroom Databank” em um CD grande, ainda melhor que “Logos”, de 2009. O colapso nervoso do prolifico autor rendeu faixas, como dizer, “inirotuláveis”. Passeia pelo pop, surf rock, folk, eletrônico, psicodelia e deixa uma coleção de belas músicas como “The Shakes”, “Te Amo”, “Mona Lisa” (que já era espetacular no “Bedroom”), “Angel Is Broken” e “Terra Incognita” [Juliana Simon]
09 GANG GANG DANCE — Eye Contact
Liderado pela vocalista Liz Bougatsos, a proposta desses nova-iorquinos é aquela típica viagem experimen-tal cheia de camadas, aqui com grandiosidade. Revelados na blogosfera, o grupo ousou na construção das batidas em propor um disco extremamente dançante, com ecos de bate-estaca, ritmos orientais e acho que até mesmo um tecnobrega (ok, apelei).
10 RÔMULO FRÓES — Um Labirinto Em Cada Pé
Rômulo Fróes já disse que fazia um samba triste. Sua originalidade em trazer novidades a um gênero que há tempos seguia estagnado o transformou num dos artistas mais importantes para a renovação da música brasileira nos últimos anos. Este último álbum traz as peculiaridades de Rômulo, como as letras nonsense.
Confira a lista completa.
Fotos: Revista O Grito