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Não há nada lá, por Joca Reiners Terron

 


Qual a possível relação entre William Burroughs, Jimi Hendrix, Torquato Neto e Aleister Crowley? O terceiro segredo de Fátima, Billy-the-kid e Arthur Rimbaud? Numa verdadeira declaração de amor aos livros e à literatura, Joca Reiners Terron evoca esses e outros personagens numa história que combina ficção científica, cinema, faroeste e poesia.

Publicado originalmente em 2000, Não há nada lá (Companhia das Letras) ganhou status de cult na última década. E para além do divertido quebra-cabeça literário, há também um livro ambicioso, que costura tempos e realidades distintas com rigor narrativo digno dos grandes prosadores.

Os devaneios de Guilherme Burgos, o encontro de Jaime Hendrix com Torquato Neto e a relação do ocultista Alistério Crowley com o “astrólogo” Fernando Pessoa levam a trama por um labirinto de acontecimentos insólitos, que podem (ou não) conduzir o mundo ao Apocalipse. Terron, como um músico habilidoso, transita entre os estilos de suas vítimas literárias, criando um livro que é ao mesmo tempo novo e original, mas partindo de uma tradição que ousou experimentar e renovar.

Nas paralavras do escritor e tradutor Daniel Pellizzari, é 'um livro cujo verdadeiro protagonista é a literatura, ou a vida, ou os limites que ilusoriamente separam uma da outra. Um livro que pode ser considerado a primeira obra-prima da literatura brasileira neste novo século. Nele não se enxergam traços do intimismo masturbatório ou dos beletrismos senis que dominaram o cenário nas últimas décadas. É uma obra tão instigante, nova e cheia de gênio que nos faz encolher de tanta inveja do autor, o que costuma ser um forte sinal de que estamos na presença de um dos grandes. Obrigatório.'

Joca Reiners Terron nasceu em Cuiabá, em 1968, e vive em São Paulo. Poeta, prosador e designer gráfico, foi editor da Ciência do Acidente, pela qual publicou o romance Não há nada lá e o livro de poemas Animal anônimo. É autor também dos volumes de contos Hotel Hell, Curva de rio sujo e Sonho interrompido por guilhotina. Dele, a Companhia das Letras publicou Do fundo do poço se vê a lua, vencedor do prêmio Machado de Assis na categoria melhor romance.

Na imagem de Isabela Santana, o escritor Joca Reiners Terron. 
Fonte: Editora Companhia das Letras

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