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O olhar de Sebastian Junger sobre a guerra no Afeganistão

 


"É preciso que um livro seja muito bom para ostentar um título prodigioso como Guerra, e o que Junger escreveu... seu livro é, entre outras coisas, uma extraordinária reportagem de guerra: a narrativa exata e absorvente de algumas das batalhas mais ferozes travadas por soldados americanos nos últimos tempos". A resenha do jornal americano "The Economist" dá uma boa ideia do que o leitor encontra no livro "Guerra", do jornalista - e dono de pub em Nova York - Sebastian Junger.

Durante quinze meses, Junger, acompanhado do fotojornalista Tim Hetherington, conviveu com um pelotão de infantaria do Exército dos Estados Unidos baseado numa remota área do leste do Afeganistão. A intenção era transmitir a experiência dos que lutam em um campo de batalha, contar como se sente quem participa de uma guerra.

Sem julgamentos sobre o que testemunhou - a eficiência, a lógica ou o valor da guerra -, Junger oferece um relato a partir da perspectiva privilegiada de quem conhece a realidade de um combate: o medo, a honra, a confiança que esses homens depositam uns nos outros. Guerra descreve fatos e sentimentos que poucos civis têm oportunidade de ver ou vivenciar: a infindável expectativa da batalha, que entorpece o corpo; os riscos incondicionais que os soldados assumem para proteger seus companheiros; a perplexidade e a confusão que tomam conta dos que caem numa emboscada.

Ao longo da narrativa sobre o cotidiano dos rapazes da Companhia Battle, o livro expõe a vida de homens que servem no Exército - o que vivem, veem, aprendem e sentem. Junger recorre à biologia, à psicologia e à história militar para explicar as decisões que eles tomam sob pressão, e contextualizar as provações e as provocações. Com o estilo vívido que marca suas obras, o autor revela a intensidade do trabalho físico, o calor sufocante, o barulho da fuzilaria e a angústia da perda.

Fonte da imagem: Toledoblade.com.

Fonte: Editora Intríseca

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