Que livros o brasileiro lê? Uma boa amostra do gosto – pelo menos quando o assunto é literatura – está na lista dos mais vendidos de 2011, divulgada na última semana. Romance, história brasileira, livros religiosos e grandes lançamentos mundiais tiveram seu lugar.
1° - Ágape, de Pe. Marcelo Rossi
"Ágape é uma palavra de origem grega que significa o amor divino. O amor de Deus pelos seus filhos. E ainda o amor que as pessoas sentem umas pelas outras inspiradas nesse amor divino", assinala no texto de introdução o padre Marcelo Rossi, autor do maior fenômeno editorial do ano. No livro, estudos teológicos sobre os escritos narrados no Evangelho de São João se intercalam com orações e o convite de introspecção que o padre faz.
2° - A Cabana, de William P. Young
No número um da lista de coisas que não se discutem: gosto. Vejam o livro “A Cabana”, de William P. Young, por exemplo. Analisado friamente, pouco parece apresentar uma leitura capaz de conquistar tantas pessoas pelo mundo – e no Brasil, principalmente. Quem optar pelo livro vai cruzar com a história de Mack Allen Phillips, um homem que vive sob o peso da experiência de ter sua filha Missy, de seis anos, raptada durante um acampamento de fim de semana. Vivendo desde então sob a "A Grande Tristeza", Mack recebe um misterioso bilhete supostamente escrito por Deus, convidando-o para uma visita a essa mesma cabana. No fim das contas, ele quer mesmo é uma resposta para a pergunta "Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento?"
3° - Querido John, de Nicholas Sparks
Mais um dos livros de Sparks adaptado para as telas, “Querido John” conta a história de John Tyree (Channing Tatum), um jovem soldado que foi para casa durante uma licença e de Savannah Curtis (Amanda Seyfried), a jovem universitária idealista por quem ele se apaixona durante as férias de faculdade. Durante os próximos sete tumultuosos anos, o casal é separado pelas missões cada vez de John. Apesar de se encontrarem apenas esporadicamente, o casal mantém o contato por meio de uma enxurrada de cartas de amor. Espere a choradeira característica de Nicholas Sparks. Prova de que brasileiro também gosta de um drama.
4° - A Guerra dos Tronos:As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin
Mistério, intriga, romance e uma pitada de aventura. Em A Guerra dos Tronos, o primeiro livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martin - considerado o Tolkien americano - cria uma uma história de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos. Cada um esforçando-se para ganhar este conflito mortal: a guerra dos tronos. As vendas foram alavancadas ainda mais após o lançamento da série “Guerra dos Tronos”, da HBO.
5° - Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch
Em março de 2011, o Viva Viver destacou o sucesso da obra de Narloch. Em seu Guia, reconta – colocando de cabeça para baixo - a história do Brasil. Com a palavra, o prórprio autor: "Este livro quer ser uma provocação. Uma pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos".
6° - Diário de Uma Paixão, de Nicholas Sparks
Difícil será achar uma mulher que nunca tenha se debulhado em lágrimas assistindo ao filme baseado no livro “Diário de uma Paixão”. Pela segunda vez na lista dos mais vendidos no ano, Nicholas Sparks conta aqui a história de Noah Calhoun e Allison Nelson, que se conhecem e – adivinhem! - se apaixonam perdidamente, apesar dos protestos da família rica da moça. Depois de separados. Allie e Noah lutam para levar uma vida normal, mesmo estando distantes. Até que um artigo de jornal muda tudo e reacende um amor há 14 anos adormecido.
7° - Steve Jobs, de Walter Isaacson
Mais de 40 entrevistas depois, o jornalista Walter Isaacson finalizou a biografia do nome mais importante da área de tecnologia em todo o mundo: Steve Jobs, fundador da Apple vítima de câncer. No livro, Jobs fala com franqueza, e às vezes com brutalidade, sobre os companheiros de trabalho e os concorrentes. Do mesmo modo, seus amigos, inimigos e colegas apresentam um painel com as paixões, os demônios, o perfeccionismo, os desejos, o talento artístico, as manias e a obsessão controladora que formaram sua atitude empresarial e os produtos inovadores que criou.
8° - 1822, de Laurentino Gomes
Laurentino Gomes volta às prateleiras com mais um best seller, seguindo “1808”. Dessa vez, nas 328 páginas de “1822”, o autor confere um olhar mais panorâmico do processo de Independência de um país “que tinha tudo pra dar errado”. O período esmiuçado dessa vez por Laurentino é o entre 1821, data do retorno de dom João a Lisboa, e 1834, ano da morte de dom Pedro 1º. A sinopse do livro é bem resumida nessa frase: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil.
9° - Água Para Elefantes, de Sara Gruel
Já levada para as telas, a história da já consagrada autora Sara Gruen em torno de Jacob Jankowski é envolvente. Desde que perdeu sua esposa, Jacob vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Durante 70 anos Jacob guardou um segredo: nunca falou a ninguém sobre o período de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.
10° - O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry
Na lista dos mais vendidos de 2011, um espaço para os clássicos, mesmo que em último lugar. O pequeno príncipe narra a história de um menino que vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa, que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, de grande beleza e igual orgulho. O romance leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.
Fonte da Imagem:
Mundo das Tribos.