Amor sem escalas - Auto-ajuda sem tempero
05 de julho de 2010, às 00h58min
por Cleo Lima

Desapontamento, pelo menos. Essa é a sensação que se tem, quando assistimos “Amor sem escalas” (“Up in the air” – 2009/Paramount Pictures). O filme, adaptação do livro homônimo de Walter Kirn, conta a história de Ryan Bingham (George Clooney), um executivo cujo emprego consiste em demitir pessoas em nome de empresas que querem fugir dessa situação desagradável. Estranho? Sim, bastante.
O foco principal do enredo aponta para a personalidade de Bingham, um solteirão que passa a vida viajando de uma ponta a outra dos Estados Unidos, cumprindo seu tirano dever. Aparentemente bem sucedido, o galã ainda é destaque em palestras motivacionais, onde defende o desapego a valores tradicionais como família e patrimônio. Eis a questão… a partir daí, é provável que você já saiba todo o resto do filme. De maneira muito previsível, o enredo se transforma numa auto-ajuda meio sem graça, quando o executivo se apaixona pela atraente Alex (Vera Farmiga) e percebe todo o vácuo que cultivou por toda sua vida.
As tramas secundárias da película também não empolgam, tornando-a ligeiramente cansativa em determinados momentos. Resumindo, “Amor sem escalas” não choca, não emociona, não faz rir… nem sequer comove. Indicado apenas para as inúmeras fãs de George Clooney, que têm no filme mais uma chance de admirar o charme do ator americano. E só.
Fotos:
Divulgação
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