Há quem diga que Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, 2009) é o trabalho mais maduro de Quentin Tarantino. Bem, não vamos entrar aqui num desfiladeiro de comparações entre as obras do fantástico diretor. Mas que o filme é digno de muitos aplausos, ah, isso é.
A película é entremeada, do começo ao fim, pelo modo característico do diretor americano com ascendência italiana. Tensão, crueza e pop-art, isso é Tarantino.
O filme, que se passa durante a segunda grande guerra e trata de um grupo de soldados aliados que caçam nazistas, começa remetendo ao estilo Sergio Leone de fazer suspense. A cena do coronel nazista interrogando o camponês é de testar os nervos de qualquer um. São silêncios e olhares que, somados à trilha sonora, parecem dar o tom do que vem por frente.
O elenco está brilhante, com destaque para um Brad Pitt inspirado, no papel do tenente norte-americano Aldo Raine, e um desempenho sublime do ator austríaco Christoph Waltz, como o coronel nazista Hans Landa.
Quando se assiste a um filme histórico, sempre se tem a impressão de que o final é previsível. Ledo engano. Tarantino utilizou a história apenas como pano de fundo para desfilar uma trama fictícia de tirar o fôlego, ou seja, aguarde surpresas.
“Bastardos Inglórios” é mais uma amostra da inventividade de Quentin Tarantino, com sequências intensas, tensão no ar, armas e beleza. Um jogo de contrastes que o diretor manipula como ninguém. Um dos melhores filmes dos últimos tempos!
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