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Como enlouquecer seu chefe ou fazer um clássico contemporâneo

 


Como enlouquecer seu chefe não é exatamente um filme sobre como os subordinados operários podem, a partir de algumas atitudes, acabar com a sanidade de seus patrões. Muito mais do que isso, é uma sátira de como as relações de trabalho e o modo de produção modernos afetam a vida do cidadão comum, por isso acho que o titulo original “Office Space” vem mais a calhar.

Lançado em 1999 – um ano excelente para o cinema – essa comédia veio com todos os elementos de uma pequena pérola que logo no começo tem atestada a sua eficiência, fazendo com que uma cena corriqueira de engarrafamento já arranque alguns risos. Peter Gibbons (Ron Livingston) é um funcionário de uma empresa de tecnologia chamada “Intech” que odeia seu trabalho e conseqüentemente sua vida. A rotina incessante faz com que ele perca o interesse pelas coisas em sua volta e passe a ter o trabalho como o eixo de sua existência, isso acaba se transformando em um pesadelo que é personalizado pelo seu chefe perseguidor. Após uma sessão de hipnoterapia, Gibbons muda de vida e passa a se preocupar menos com o trabalho, se transformando em um funcionário folgado, porém feliz, e chega até a ser promovido. Mas quando descobre que dois amigos seus serão dispensados, Gibbons decide dar o troco na empresa com um plano ardiloso.

É com um enredo simples e muito bem orquestrado que o filme segue seu ritmo. Além do mais conta com vários bons personagens, com total destaque para o caricato Milton(Stephen Root), o nerd com nome de cantor pop Michael Boltom (David Herman) e o árabe de nome impronunciável Samir Nayernanajar (Ajay Naidu).

Através de tiradas cômicas afinadíssimas e piadas muito bem preparadas, “Office space” faz um hilariante raio-X do opressor mundo corporativo em um tom que lembra muito as comedias dos anos 80, aliado a um quê de “Clube da Luta”. Vale também mencionar a incrível cena da vingança contra copiadora, talvez a melhor e mais engraçada cena lúdica de toda a história do cinema. Antológica.

A conclusão é tão simples quanto o filme: muitas risadas. “Office Space” tem a capacidade de sintonizar o seu espectador dentro de seu universo, porque faz com que haja identificação imediata com as situações que retrata. Despretensioso e divertido, um pequeno clássico de fim de século.

*Emanuel Diniz é graduando em Rádio e TV e não tem blog. Seu e-mail é dinix11@yahoo.com.br

Fotos:

http://www.flickr.com/people/elitepete/

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Um filme divertido, marcado por situações hilárias que prendem o espectador através de um elo de identificação. Podia ser você!

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