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Dark city - Um filme que injustamente ficou nas sombras

 


Há 12 anos atrás era lançado o filme “Dark City” - por aqui recebeu o titulo de “Cidade das Sombras” - dirigido pelo egípcio Alex Proyas e que infelizmente passou batido. Infelizmente porque o filme merecia um pouco mais de atenção, pois trouxe elementos inovadores que iriam influenciar bastante a ficção científica na década seguinte.

O filme é um caldeirão: da psicanálise, religião, filosofia, passando por Kafka, uma expressa homenagem ao expressionismo alemão e os filmes noir da década de 40. A trama, inclusive, é típica, sob o mote do protagonista misterioso. John Murdoch (Rufus Sewell) acorda em uma banheira num quarto de hotel onde jaz uma prostituta. Confuso, ele tenta obter respostas de quem é e o que fazia ali, enquanto é perseguido pelo inspetor Frank (William Hurt) e por seres bizarros (uma mistura de Nosferatu com Hell Haiser). Em seguida é contactado pelo Dr. Daniel Paul (Kiefer Sutherland em uma atuação no mínimo curiosa) e tenta se reencontrar com sua esposa Emma Murdoch (Jennifer Conely) da qual não se recorda. Neste cenário, somos apresentados à cidade, que nunca vê a luz do sol e está sempre surrealmente se remodelando, enquanto Murdoch tenta desvendar os mistérios, sempre guiado por um familiar cartão postal de uma praia que lhe desperta antigas e curtas memórias.

Pode não parecer muito, mas “Dark City” é um filme interessante que segue um ritmo inteligente e desemboca numa conclusão abrasadora, talvez até demais, e isso explicaria o fracasso nas bilheterias. Toda a estética desenvolvida encontra o encaixe perfeito no argumento, o que acaba resultando em cenas memoráveis.

Outro fato interessante são as enormes e assombrosas coincidências entre este e Matrix, que inclusive chegou a filmar cenas do primeiro filme no mesmo set e usar enquadramentos e alegorias parecidíssimas. Sabemos que Matrix foi um sucesso arrasador e levantou inúmeros debates ao seu redor, algo que infelizmente não aconteceu à “Dark City”, fadada ao limbo, de maneira injusta.

Se você é fã de ficção científica e cinema de fantasia, trate de remediar este deslize e comprove vendo este filme que, depois de tanto, certamente irá pelejar um lugar no panteão Cult. Se é que já não conseguiu.

*Emanuel Diniz é graduando em Rádio e TV e não tem blog. Seu e-mail é dinix11@yahoo.com.br


Fotos:

Luc de Leeuw



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Comentários

 
Douglas G Fernandes - 1 ano(s) atrás
Olá, sou editor do blog
meianoiteacademicos.wordpress.com
Gostei muito do seu posicionamento, há tempos tava tentando lembrar o nome deste filme, pois ele me impressionou muito na minha adolescência, vi uma vez na TV e fiquei fascinado. É de uma profundidade tamanha que nos leva a refletir sobre vários aspectos da existência.
Realmente o filme foi moldado pelas mãos de um gênio, mas a sociedade não soube acolher proporcionalmente ao valor da obra.
Valeu abraço.
 
Douglas G Fernandes - 1 ano(s) atrás
Olá, sou editor do blog
meianoiteacademicos.wordpress.com
Gostei muito do seu posicionamento, há tempos tava tentando lembrar o nome deste filme, pois ele me impressionou muito na minha adolescência, vi uma vez na TV e fiquei fascinado. É de uma profundidade tamanha que nos leva a refletir sobre vários aspectos da existência.
Realmente o filme foi moldado pelas mãos de um gênio, mas a sociedade não soube acolher proporcionalmente ao valor da obra.
Valeu abraço.
 
Guilherme - 1 ano(s) atrás
Assisti um trecho desse filme anos atrás. Sempre fiquei curioso para saber que filme era e assistir na integra! Obrigado pela matéria esclarecedora, caiu como uma luva!
 
Jorge Luis - 1 ano(s) atrás
Esse filme é muito bom mesmo!

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Conheça "Cidade das Sombras", obra do diretor egípcio Alex Proyas, que mistura psicanálise, religião e filosofia com toques de surrealismo.

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