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Mãe: um filme de limites, dores e humanidade

 
Ela faz qualquer coisa pelo seu filho. Desde dar sua vida a tirar. E faz mais. Assim é o filme “Mãe: a busca pela verdade” do diretor coreano Joon-ho Bong, com ano de produção datado de 2009. Em cartaz nos cinemas brasileiros, a obra é densa e não nos deixa respirar um só minuto. Com um som agonizante acompanhado por um violino ácido com pitadas da trilha dos filmes de Hitchcock, o filme conta a história de uma mãe solteira e seu filho, Do-Joon, com 27 anos de idade completamente dependente dela.

Com semblantes tristes, os dois seguem uma vida normal, quando a mãe luta pelo filho 24 horas, cuidando de tudo, desde suas sopas até seus horários de sono, como uma criança. O silêncio dos dias tranqüilos é interrompido quando numa noite acontece um estranho assassinato na cidade. Uma menina jovem é encontrada morta em cima de um prédio abandonado e Do-Joon é o principal acusado, pois na noite caminhava próximo ao local do crime.

Entre reconstituições e a prova bruta da inocência do filho, a mãe é bombardeada na cidade e vai até seus limites para provar a inocência do seu acolhido. O crime é fechado rapidamente, pois não tem uma polícia eficiente e a primeira prova já é acatada como decisão final de manter o Do-Joon preso. A mãe entra numa loucura interior na velocidade da justiça (dela) e ultrapassa todas as fronteiras da proteção, do discernimento e consegue transformar aquela situação em situações novas, avassaladoras e imprevisíveis.

É um filme de encontros e desencontros, de um sentimento bruto de mãe, de quanto uma mãe pode percorrer seus instintos para livrar o filho de uma prisão, seja ela qual for. E não tem fim. Muda mundos, ares e universos, não importando tanto a dignidade humana.

Forte. Merece ser visto.

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É um filme carregado do sentimento bruto, de quanto uma mãe pode percorrer seus instintos para livrar o filho de uma prisão, seja ela qual for.

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