Quem é aficcionado por cinema certamente já ouviu falar no aclamado diretor sueco Ingmar Bergmann. Uma de suas obras mais aclamadas, “O sétimo selo” (1956) é um retrato dos temores do homem em relação a tudo que cerca o desconhecido, particularmente a morte. No filme, um cavaleiro que volta das cruzadas se encontra com a personificação da morte e a desafia numa partida de xadrez. Enfim… mas o assunto principal de hoje é, na verdade, uma sátira ao clássico sueco.
“O oitavo selo” (1999) é um curta-metragem do diretor Tomás Creus, que retrata um jovem pensando em suicidar-se após uma briga com a mulher. Ele vai a uma boate e mistura veneno na bebida… é aí que a Morte aparece. Apesar do tom sombrio, as coisas não são levadas a sério e é impossível não dar boas risadas com o filme. Quem já imaginou uma Morte com aquele sotaque gaúcho bem carregado? Além de tudo, ao invés de se apresentar com a solenidade funérea que lhe é peculiar, a Morte dos pampas se preocupa mais em ridicularizar a decisão do jovem. Para completar, o rapaz desafia a ingrata das gentes para uma partida de... sinuca! Hilariante.
Se você não liga para super produções, “O oitavo selo” é um curta que proporciona boas risadas. Recomendado!
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