Atualmente, 40% das embalagens plásticas ainda vão parar em aterros sanitários depois de usadas. Sem qualquer reaproveitamento, devem ficar lá por 400 anos, tempo de decomposição. Mas uma ideia desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos-UFSCar e já explorada por fábricas em Mauá e Votorantim, no interior de São Paulo, e até na Argentina promete reduzir a quantidade de plástico que tem como destino os aterros.
Tampinhas, rótulos, sacolas e embalagens de plástico estão sendo transformados e aproveitados para a produção de papel. Isso mesmo, papel. A textura é semelhante ao papel couché, normalmente usado em revistas e adesivos, porém a grande diferença é que ele não rasga, não molha e é 40% mais leve.
A principal vantagem é a utilização do plástico reciclado como matéria-prima e, mesmo tendo uma durabilidade bem maior que o papel comum, o papel sintético pode ser reciclado infinitas vezes. A escrita e a impressão também não são problemas para este tipo de papel. A caneta desliza facilmente sobre a superfície e a tinta adere muito bem. Não é preciso usar nenhuma caneta ou lápis especial.
Alguns números dão uma ideia do quanto essa reciclagem é interessante para o meio ambiente: nas impressões com o papel sintético são economizados cerca de 20% de tinta em relação ao papel comum; para produzir uma tonelada de papel sintético são necessárias 850 toneladas de plástico e para cada tonelada produzida, 30 árvores deixam de ser derrubadas.
O papel sintético já foi utilizado na impressão de revistas e alguns livros infantis. Por possibilitar uma vida útil bem maior, o material é uma ótima opção também para confeccionar livros escolares. Utilizando uma matéria-prima barata e sustentável, o papel feito de plástico tem tudo para nos próximos anos estar cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. O planeta agradece.
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