Que atire a primeira pedra quem ainda não pediu clemência aos céus, por conta dessa onda de calor que assola Natal. Claro que frio não é bem o que se espera da Cidade do Sol, mas assim também já é demais. O clima da capital potiguar chegou a um ponto em que fica difícil de parar até na sombra. Um dado curioso é que a temperatura, em si, nem aumentou tanto de alguns anos pra cá. E porque será que a sensação térmica ficou tão desagradável, especialmente nesse último verão?
A maioria dos motivos converge na falta de adaptação da cidade para o clima que tem. Excesso de prédios, muito asfalto, poucas árvores... E nem adianta lembrar-se do Parque das Dunas. Ao contrário do que se pensa, a reserva florestal só ameniza a sensação de calor em suas imediações, não resolve o problema da cidade inteira.
Outro ponto: A maioria das construções da capital segue padrões europeus, planejados para temperaturas muito mais baixas do que se observa nos trópicos. Ou seja, pouca ventilação e aproveitamento insuficiente da luz natural. Com isso, a solução é recorrer aos aparelhos de ar-condicionado, que, apesar de tornarem o clima agradável em ambientes fechados, liberam mais calor para o lado de fora, agravando ainda mais o problema de um modo geral. O que fazer? As medidas para resolver esse tipo de situação são complicadas, e geralmente levam tempo. Se você também não aguenta mais esse calorão, a única alternativa é abusar dos líquidos e do protetor solar. Ah, e que tal plantar uma árvore? Consciência coletiva é sempre uma boa idéia. Mobilize vizinhos e amigos. Quem sabe assim fica mais fácil respirar sem sentir aquele ar quente entrando nos pulmões.
Fotos:
Ricardo Mendonça Ferreira