Tom Szaky é um jovem de origem húngara de apenas 28 anos que abandonou a renomada universidade americana de Princenton, nos Estados Unidos, para criar uma empresa com seguinte propósito: transformar lixo em produtos novos e práticos para o dia-a-dia. Tudo começou em 2001, quando o garoto percebeu o que havia acontecido com uma planta deixada aos cuidados de um amigo: graças ao excesso de fezes de minhocas que passeavam pelo vasinho, o vegetal tinha aspecto forte e saudável.
Nascia aí a idéia da TerraCycle, uma empresa com foco na reciclagem e no reaproveitamento de materiais. O amigo, Albe Zakes (25 anos) tornou-se seu sócio e gerente de marketing. Ao mesmo tempo nascia também o primeiro produto comercializado pela dupla: um adubo 100% verde (baseado em esterco de minhoca) que vinha em embalado em garrafas pet usadas.
O próximo passo foi começar a fabricar sacolas, mochilas, cadernos, guarda-chuvas, capas, caixas de som e uma série de outros itens a partir de embalagens descartadas de alimentos, como batatas
chips, salgadinhos e de barrinhas de cereal. Isso tudo, claro, com o consentimento das marcas e empresas fabricantes das embalagens, que apostaram na iniciativa.
Parte da matéria-prima usada é de material que foi descartado na linha de produção das empresas e que seria jogado fora de qualquer maneira. A TerraCycle também usa embalagens descartadas pelos consumidores. Mas calma, os produtos não têm cheiro de salgadinho. Nesse caso, os saquinhos passam por um processo de higienização. A empresa descobriu uma maneira mais barata de reutilizar as embalagens sujas: elas são prensadas e transformadas em
pellets (resíduos processados), que são usados para produzir itens como baldes reciclados.
Claro que por trás de tudo isso está o business. Engana-se quem pensa que a empresa tem a missão de salvar o mundo. Mas por que não um negócio baseado em desenvolvimento sustentável e na reutilização de materiais que provavelmente seriam despejados no meio ambiente? Uma boa idéia que, aliás, já chegou ao Brasil.
No site brasileiro da empresa (lançado no início de 2010) é possível fazer um cadastro para contribuir com o recolhimento da matéria prima que será utilizada nos produtos. Escolas públicas de todo o país e ONGs podem se cadastrar para coletar embalagens descartadas de alimentos. Em troca, elas ganharão alguns centavos de real por cada embalagem enviada pelo correio.
Os produtos são, de fato, bem diferentes do que existe no mercado. Agora você pode estar se perguntando: “Mas e quando o consumidor enjoar dessa bolsa e quiser jogá-la fora?”. Bom, nos Estados Unidos, eles já podem enviá-las para a empresa, que vai transformá-la em pellets e, mais uma vez, em um balde.
Site da TerraCycle
Fotos: Reprodução
http://www.vivaviver.com.br/consciencia_ambiental/terracycle_o_lixo_transformado_em_utilidade_e_praticidade/627/