Enquanto uma garrafa de vidro leva de 4 mil a 1 milhão de anos para se decompor, uma garrafa pet (politereftalato de etila) leva cerca de 400. Mas as vantagens de se fabricar produtos utilizando a garrafa pet no lugar da clássica garrafa de vidro não param por aí.
Além do tempo de decomposição ser bem inferior, os métodos de reciclagem e reutilização das embalagens produzidas em pet estão bastante aperfeiçoados. É cada vez mais comum encontrarmos no mercado cadeiras, pufes, luminárias, cortinas, entre diversos outros produtos feitos a partir dos resíduos de pet.
A garrafa pet tem outro ponto positivo quando comparada à de vidro. Na comercialização de produtos que vão ser distribuídos para uma grande área territorial, ela é muito mais vantajosa economicamente e coerente ecologicamente.
“Quando o raio de distribuição supera mil quilômetros, as garrafas PET passam a ser preferíveis às de vidro retornável, pois consomem menos combustível para a distribuição”, explica Andréa Rodrigues Fabi, bióloga da Unicamp.
Mas não é só isso. Um estudo realizado pela American Association of Wine Economists aponta que a produção e a distribuição do vinho são responsáveis por 1% das emissões globais de gases de efeito estufa, o que corresponde a 6,3 bilhões de toneladas.
O mercado está antenado às mudanças e reviravoltas no mundo da ecologia e vem se adaptando aos seus novos rumos. Uma das provas disso é o recente lançamento de um vinho engarrafado somente em pet. O produto, nomeado de Full Circle, é a nova sensação no mercado de vinhos.
O lançamento chega para quebrar a hegemonia do vidro no engarrafamento de vinhos. E também para reforçar o coro a favor do meio ambiente, já que a embalagem pet é mais leve, facilitando o transporte, diminuindo o custo de distribuição e os impactos ambientais. Os números confirmam: 85% mais econômica que o vidro e redução de 54% nas emissões de carbono.