O gelo que transpassa cortante o coração
É o mesmo que derrete devagar,
Ao toque do calor palpitante
O que fere é o que irá ceder.
É quando a fortaleza gélida
Dá espaço ao calor que assola o peito
Que as profundas emoções se libertam
O que era frio liberta as feridas.
Aquele coração estático, gelado
Espalha suas fagulhas de gelo
Dilacerando, a lâmina fria e aguda
Rende-se completa ao amor caloroso
Que só derretendo aquele gelo
Penetra a fortaleza fria e só
E o que cedeu queima vivo
Vendo o gelo derretido.
Fotos:
Kevin Saff
*Clara Manuella estuda Ciencias Contábeis na UFRN, é apaixonada por poesia e já lançou seu primeiro livro Diálogos Poéticos e mantém o blog
Manuscritos Poéticos que contem vários de seus escritos.