Saudade quando a confiança era bastante
E o sorriso era meu gesto mais constante
Saudade quando essa aflição desconhecia
E a amizade inda era além da companhia
Saudade quando o vilão eu inventava
Eu era herói e contra eles que lutava
Tinha certeza, antes do fim eu já sabia
Que no final seria o bem que venceria
Eu não media os meus passos adiante
Eu não vivia esse humor inconstante
Eu não temia dessa vida o restante
Eu não previ esse meu grito dissonante
Hoje a pureza é, entre os homens, muito rara
Na fase adulta a inocência é um crime cuja pena é muito cara
*Eduardo Pandolphi é graduando em Rádio e TV pela UFRN e tem músicas em parceria com diversos grupos e músicos potiguares.
Fotos:
Thomas Lieser ,
Robin Robokow
http://www.vivaviver.com.br/escritos/grito_dissonante_poesia_poesia_e_mais_poesia/838/