Vamos comigo pintar o céu de verde?
Vamos passar uma borracha nessa sombra!
Topa olhar o céu e não ver lua?
Respirar é até bom, mas não se acostume.
Olhe bem pra mim, o que vê?
Olho bem pra mim, o que vejo?
E eu sei?
Eu não vejo nada!
Só tenho olhos pra uma coisa...
Apenas e tão-somente uma.
É só uma pequena chave. Só.
E qual das portas ela abre? Boa pergunta.
Permita-me, pois, tentar.
Uma hora a porta certa abre, tenho certeza.
Apesar da audácia pseudo-poética (de qualidade mais que duvidosa)
Aceite-me pela intenção.
Sabe... do resto já estou cheio.
Mantenha-me quente.
Assim eu não reclamo, prometo.
Assim eu aceito o verde do céu e o frio do sol.
Fotos:
Johnny Henriksen
Anne Helmond
http://www.vivaviver.com.br/escritos/interrogacoes_um_mergulho_audaz_na_pseudo_poesia/747/