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Um poema que pergunta e esclarece: O que me resta de ti

 


Que me resta de ti
senão apenas resquícios
de beijos fugidios,
olhares inesperados, amplexos delicados,
sorrisos parcos, tímidos?

Ah, tão pouco tenho
do mínimo que de ti
alcancei receber
nos súbitos momentos
que para mim foram
os melhores, eternos.

Desde então, contrito,
meu coração naufragou
num oceano de saudades e deriva nesse mar de
intensa solidão.

Foste em minha tristeza
súbitos impulsos risonhos,
fragmentos de agonia,
manancial de doçura,
mas agora és o ontem,
respingos de saudade,
poeiras de antigamente.

Fotos: Ricardo Scholz

*Gilbamar Bezerra é advogado, escritor, poeta e mantém o blog Poesias e Crônicas, onde pode-se encontrar um pouco de seus escritos.

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Foste em minha tristeza súbitos impulsos risonhos, fragmentos de agonia, manancial de doçura, mas agora és o ontem.

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