4. Maturidade
A vida não é a mesma depois dos 40. A essa altura da existência, o indivíduo já tem seus ideais de vida definidos. Há quem diga que esta é a fase da autoconsciência, em que o ser encontra sentido e significado para sua vida. Mas o caminho evolutivo para a maturidade é um contínuo subir de degraus, física e, em especial, psicologicamente.
Queda de hormônios
Na mulher - por volta dos 40 anos, com a chegada do climatério. A fase mais difícil é a que antecede o fim da menstruação e redução da produção do estrogênio estradiol, hormônio mais significativo na fase reprodutiva da mulher, em geral, entre os 45 e 54 anos. É quando se acentuam os suores noturnos, as oscilações da libido, irritabilidade, choro fácil, a fadiga, o ganho de peso, a insônia.
No homem - por volta dos 50 anos começa o declínio da testosterona. O homem fica menos ativo, menos produtivo, os ossos ficam frágeis e a capacidade cognitiva cai.
Energia e Vitalidade
Apesar da baixa hormonal, a vida - para homens e mulheres - não precisa ser menos instigante e menos saudável. Algumas recomendações podem ajudar no bom funcionamento intestinal e a prevenir as doenças crônicas - diabetes mellitus, hipertensão, colesterol alto e cânceres, cuja prevalência é alta e crescente:
- Uma alimentação equilibrada dá mais energia e ajuda a controlar o peso.
- Realizar atividade física, principalmente pela manhã, ajuda a estimular o corpo e a mente para um dia produtivo.
- Se você trabalha sentado boa parte do dia, separe cinco minutos para alongar o corpo. Fique de pé ou, mesmo sentado, incline o corpo para trás e dê uma boa espreguiçada, alongando ombros e pernas.
Gravidez
Apesar da gestação após os 40 anos ainda ser considerada de risco, o desenvolvimento da Medicina nos últimos anos tem criado condições para gestações bem acompanhadas.
O mais importante é:
- Conversar com o seu médico para estabelecer desde o início um acompanhamento adequado às suas condições.
- Todas as grávidas com mais de 40 anos devem ser orientadas sobre a possibilidade de alguma alteração cromossômica com seu bebê, principalmente síndrome de Down. Esse risco se acentua muito após os 42 anos.
Doenças mais freqüentes nessa faixa etária
Câncer
É considerado a segunda causa de morte no Brasil. Entre os homens os tipos mais prevalentes são os de próstata e pulmão, e entre as mulheres são os de mama e colo de útero. Um dos fatores que mais contribuem para a alta mortalidade é o diagnóstico tardio.
Câncer de próstata
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, um em cada quatro brasileiros, a partir dos 50 anos, enfrenta problemas na próstata. Pela desinformação, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em fase avançada, geralmente a partir dos 60 anos, reduzindo as chances de cura.
Fatores de risco
- Idade (a partir dos 50 anos)
- Antecedente familiar (pai ou irmão aumentam de duas a cinco vezes as chances)
- Alimentação gordurosa pode influenciar
Problemas à vista, quando a próstata cresce:
- Demora para urinar
- Gotejamento no final da micção
- Jatos interrompidos
- Acordar mais de duas vezes para urinar
- Urgência de ir ao banheiro
- Sangue na urina (raro)
Formas de prevenção
- O diagnóstico precoce é ainda a melhor forma de prevenção.
- Seu urologista deve ser consultado quanto aos exames necessários.
Câncer de Mama
É o tipo de câncer que mais mata mulheres brasileiras, principalmente, na faixa etária entre 40 e 69 anos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) sua incidência vem crescendo rápida e progressivamente, o que coloca a doença como problema de saúde pública.
Fatores de risco:
- Idade avançada
- Menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos)
- Menopausa tardia (última menstruação após os 50 anos)
- Gravidez após os 30 anos
- Nuliparidade (nunca ter tido filhos)
- Histórico familiar (parentes de primeiro grau com a doença)
- Ingestão regular de álcool (mesmo em quantidade moderada)
Formas de prevenção
- Exame clínico das mamas feito por um profissional da saúde
- Auto-exame da mama feito pela mulher em casa (mensal e após cada menstruação)
- Após os 40 anos, as mulheres devem fazer a mamografia, no máximo, a cada dois anos.
Doenças vasculares
De acordo com estatísticas mundiais, 10% das pessoas acima de 50 anos sofrem com doenças associadas ao acúmulo de gordura nas artérias que levam sangue ao coração, cérebro e rins. A identificação precoce deste problema pode prevenir os enfartes e os derrames.
Sinais de alerta:
- Dor e desconforto nas pernas ao caminhar que desaparece quando a caminhada é interrompida.
- Não há cura para a doença, mas sua evolução pode ser controlada principalmente pelo monitoramento dos fatores de risco, que são os mesmos das doenças cardíacas:
- Tabagismo
- Diabetes
- Pressão alta
- Alcoolismo
- Altos níveis de colesterol
Algumas dicas para prevenir o quadro:
- Elimine os elementos de risco;
- Caminhada, intercalada com repouso, pode estimular o desenvolvimento de uma nova circulação em volta das artérias comprometidas.