O que você acha de ir ao circo apreciar a arte dos trapezistas, malabaristas e contorcionistas? Vê-los fazer todas aquelas acrobacias nos faz pensar o quanto eles devem ter trabalhado pra chegar até ali. O que você acha, então, de inverter os papéis? Que tal trocar alguns momentos da sua rotina pelos monociclos, camas elásticas, tecidos e trapézios? Ou, melhor ainda, que tal fazer do circo a sua atividade física?
Ótimo para se livrar do stress, adquirir um excelente condicionamento físico, desenvolver flexibilidade, equilíbrio, coordenação motora, concentração e trabalhar muito bem os músculos, a atividade circense é indicada para todas as idades, além de ser um exercício divertido e nem um pouco monótono. Apesar da rigidez dos treinos, não há motivo para ter medo de encarar os trapézios, pois todo o impacto dos exercícios é amortecido pela cama elástica.
Desse modo, mesmo aqueles que estão um pouco acima do peso podem tentar seus voos e acrobacias sem se preocupar com prejuízos para as articulações. Aliás, uma hora e meia de exercício são suficientes para gastar de 400 a 600 calorias, além de fortalecer os músculos dos braços, barriga, glúteo, pernas e costas.
No circo não dá pra ficar parado, a atividade física é intensa, é necessário muita dedicação, como comenta a designer Ana Paula Resende, de 37 anos: “ é tudo muito puxado e dinâmico. A parte aeróbica fica entre as corridas em volta da lona e pular na cama elástica e [o exercício] não é monótono como numa sala de academia. Quando se está parado numa aula de circo, você está, no mínimo, se alongando ou ajudando alguém a se alongar”.
Ana Paula conta que resolveu aliar a sua paixão pela arte circense à necessidade de fazer uma atividade física. Segundo ela, “O ambiente [do circo] é outro, é mágico, é o colorido da lona, é aberto, sem paredes, tudo é diferente. Desde o aquecimento que é feito no picadeiro às abdominais e flexões que são feitos na arquibancada ou no próprio tecido acrobático”.
Mesmo nunca tendo tido contato com atividades circenses, a designer resolveu apostar e encarar os desafios dos exercícios puxados. Com satisfação, ela diz: “me envolvi totalmente e me dediquei a me superar”. Quando perguntada sobre os benefícios para sua saúde e qualidade de vida, Ana Paula é enfática e resume bem a atividade circense: “O corpo fica super definido, fica forte, você fica com a cabeça boa. Cansa muito, mas dá muita força”.
Atualmente, além dos circos, algumas academias já oferecem atividades circenses como opção de exercício. Mas se de repente você se encantar com a arte do picadeiro e resolver se profissionalizar, em Natal há a EPAC (Escola Potiguar de Artes de Circo), que possui sede no Circo Grock e está sob direção de Nil Moura e Gena Leão.
Para saber mais sobre o trabalho desenvolvido pela EPAC e sobre os cursos oferecidos, acesse:
www.epac.org.br
Fotos:
Fabrício Marcon,
Alex Briseño
Dóris Noir é jornalista, lingüista e estudante de música e design. Atualmente está empenhada na reconstrução de seu site.