No atual contexto geoeconômico que rege as ações da humanidade, um evento importante como a Copa do Mundo não poderia deixar de dar exemplo. Apesar de ainda estar muito longe do ideal, a edição 2010 do mais importante evento esportivo do planeta já traz algumas modificações que se adaptam às necessidades básicas de sustentabilidade e eco-desenvolvimento.
A construção de novos estádios, a reforma de alguns já existentes e o transporte dos turistas que viajaram para assistir aos jogos na África do Sul, sede do mundial, são os principais responsáveis por 2,75 milhões de toneladas de CO2 serem liberados na atmosfera, quantidade correspondente aos dejetos de um milhão de carros durante um ano. Os dados são de um estudo realizado pelo governo norueguês. Bonito, isso: Já que não conseguiu se classificar para o mundial, pelo menos a Noruega estuda seus impactos ambientais… Tá, é brincadeira.
O curioso é que isso é uma boa notícia. Não fossem as medidas que já estão em prática, o impacto seria muito maior. Explica-se: A Copa desse ano é considerada como uma “transição”, ainda… o processo de adaptação ao atual modelo de sustentabilidade começou no torneio de 2006, realizado na Alemanha. A expectativa é que na edição de 2014, que será realizada em nossas terras, as mudanças já sejam sentidas em larga escala, com o uso de bioetanol e energia geotérmica, por exemplo, além de aproveitamento de água da chuva em quase todos os projetos.
Esperamos que tudo isso realmente se concretize, já que a FIFA, entidade responsável pelo tradicional esporte bretão, tem um quê de conservadorismo que nem sempre combina com as necessidades ecológicas do planeta. Agora a pergunta que não quer calar: Será que existe algum jeito de melhorar, também, a qualidade do futebol exibido? Uma espécie de desenvolvimento futebolístico sustentável… Cruzemos os dedos!
Fotos:
Márcio Cabral de Moura
Nina
Alexandre Machado