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Pegando leve no sal – O tempero universal pede moderação

 


Difícil encontrar alguém que na hora da refeição não faça uso do saleiro, ou na hora do preparo não coloque umas pitadas a mais para dar um gostinho mais vivo ao prato. Mas o que parece um hábito inofensivo, ou apenas uma questão de paladar, pode se revelar um problema maior do que se imagina.

Quando o sal deixa de ser um simples tempero e passa a ser um causador de doenças é sinal de que algo não vai lá muito bem. Segundo uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universal de São Paulo, a população brasileira está consumindo duas vezes e meia o limite diário de sódio, de acordo com o indicado pela OMS, Organização Mundial de Saúde. Outras pesquisas indicam que a situação está mais salgada ainda: em alguns casos o excesso até a cinco vezes acima do permitido.

Os especialistas apontam que a quantidade diária disponível para consumo é de 4,5 g por pessoa, sendo que a ingestão máxima recomendada é de 2 g. Pessoas que sofrem de hipertensão, diabetes e doença renal crônica devem consumir ainda menos, abaixo de 2 g. Indivíduos gravemente hipertensos devem consumir menos ainda, no máximo 1 g por dia.

O que muita gente não sabe é que o problema nem sempre é somente o sal, mas também os temperos de cozinha, produzidos em sua grande maioria à base de cloreto de sódio. Outro ponto que vale lembrar é que alguns alimentos já contem sódio naturalmente, portanto é importante estar atento para não cometer excessos, afinal o sal está em todo lugar.

O consumo excessivo de sódio está relacionado ao aumento da pressão arterial, que é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Se o organismo estiver com excesso de sódio, os rins não conseguem eliminá-lo, o que aumenta a pressão arterial, aumenta o risco de doenças do coração, de acidente vascular cerebral e de doenças renais.

Além da hipertensão, o consumo excessivo de sal também está associado ao câncer gástrico, podendo contribuir ainda para o desenvolvimento de osteoporose, cataratas, diabetes, hiperatividade e ganho de peso. O excesso de sal no organismo pode ser um dos responsáveis pelo acúmulo das impurezas nos rins. Como estes filtram as impurezas e limpam o organismo, podem começar a apresentar sinais de insuficiência devido a esse acúmulo.

Para evitar isso, é necessária uma verdadeira reeducação alimentar. Para se ter uma idéia, mais da metade do sal que consumimos provém dos alimentos industrializados. Pães e biscoitos estão entre os principais disseminadores de sal. Outros produtos que devemos tomar cuidados são embutidos, conservas, sopas, massas, caldos e temperos prontos, laticínios e conservas em geral, sorvete de baunilha, achocolatados e doces.

Evite também aperitivos de salgadinhos como batata frita, amendoim, castanha-de-caju, e tudo que contenha glutamato monossódico. Para reduzir ainda mais o consumo de sódio, evite a todo custo os alimentos industrializados e não salgue a comida depois de preparada.

Fotos: Baltazaro, Guilhermer Kardel

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O excesso de sódio aumenta a pressão arterial e o risco de doenças do coração.

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