“E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
surpreenderá a todos não por ser exótico
mas pelo fato de poder estar sempre
estado oculto quando terá sido o óbvio...”
A canção “Um Índio” de Caetano Veloso serve de trilha sonora para quem desejar viajar até a Baía da Traíção, na Paraíba. Distante apenas 83 Km da capital João Pessoa, a Baía é aonde estão os índios Potiguara, os que resistiram. Lá ainda podemos ver famílias indígenas sobrevivendo do artesanato e da mandioca, igualmente raros. Ao todo, vivem hoje aproximadamente 8 mil índios. Eles vivem de artesanato e também da exploração turística do lugar. Como é muito próximo da Capital, os Potiguara hoje recebem influências de todas as partes do mundo e do Brasil, sendo assim, globalizados.
A luta para conseguir sobreviver e ainda manter a tradição é enorme. Assim como todos os índios existentes no Brasil, eles sofreram com a dizimação. Antes os Potiguara vieram da tribo dos índios chamado Potiguares que se estendiam do Maranhão até o Piauí. Hoje são apenas 8 mil restritos na Baía da Traição.
O interessante de visitar a Tribo é trazer uma forte reflexão de quem somos nós, brasileiros, neste mundo. E além disso, a parte, também sentir a energia de um dos litorais mais lindos do Brasil. Uma eterna contradição.
Considerado um dos mais belos do Nordeste, a extensão da Baía da Traição vai da foz do Rio Mamanguape, até à foz do Rio Camaratuba , mede quase 40 Km. As praias que se destacam, são: Cardosas, Tambá, Forte, Trincheira e Coqueirinho.
Saiba mais
Os potiguaras ("comedores de caramão", de pety, "camarão" e guara, "comedor") são um grupo indígena que habitavan o litoral do estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, quando os portugueses e outros povos europeus chegaram ao Brasil.
Nos dias atuais estes habitam o norte do estado brasileiro da Paraíba, junto aos limites dos municípios de Rio Tinto, Baía da Traição e Marcação (na Terra Indígena Potiguara, Terra Indígena Jacaré de São Domingos e Terra Indígena Potiguara de Monte-Mor) e no Ceará, nos municípios de Crateús (na Terra Indígena Monte Nebo); Monsenhor Tabosa e Tamboril (Terra Indígena Mundo Novo / Viração ou Serra das Matas). Eles hoje, estão reaprendendo o Tupi Guarani e muitos índios já fazem faculdade.
Comentários
a Baía da traiçaõ é um lugar muito boom, mas se for descobrir as belezas existentes lá...
... nunca vá pelo carnaval, É UM INFERNO!!!!